1.Comece colocando-se na presença de Deus, cantando várias vezes “Tu que nos amas, fonte e Vida”. Deixe que o amor de Deus chegue até você, entre na comunhão do seu amor.
2.Reze, repetindo durante 10 minutos, colocando sua vida diante do Senhor, com fé, “Meu Senhor”.
3.Leia a Palavra de Deus. Perceba a celebração da Páscoa no Antigo Testamento: Deus liberta seu povo.
Javé disse: «Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. 8 Por isso, desci para libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel, o território dos cananeus, heteus, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus. 9 O clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e eu estou vendo a opressão com que os egípcios os atormentam. 10 Por isso, vá. Eu envio você ao Faraó, para tirar do Egito o meu povo, os filhos de Israel».
Então Moisés disse a Deus: «Quem sou eu para ir até o Faraó e tirar os filhos de Israel lá do Egito?» 12 Deus respondeu: «Eu estou com você, e este é o sinal de que eu o envio: quando você tirar o povo do Egito, vocês vão servir a Deus nesta montanha».13 Moisés replicou a Deus: «Quando eu me dirigir aos filhos de Israel, eu direi: ‘O Deus dos antepassados de vocês me enviou até vocês’; e se eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’ O que é que eu vou responder?» 14 Deus disse a Moisés: «Eu sou aquele que sou». E continuou: «Você falará assim aos filhos de Israel: ‘Eu Sou me enviou até vocês’(Êxodo 3,7-14)
1 Depois disso, Moisés e Aarão se apresentaram diante do Faraó e disseram: «Assim diz Javé, o Deus de Israel: Deixe meu povo partir para que celebre uma festa para mim no deserto». «O Deus dos hebreus veio ao nosso encontro. Deixe-nos fazer uma viagem de três dias pelo deserto para oferecermos sacrifícios a Javé nosso Deus. (Êxodo 5,1-3)
1 Javé disse a Moisés e Aarão na terra do Egito: 2 «Este mês será para vocês o principal, o primeiro mês do ano. 3 Falem assim a toda a assembléia de Israel: No dia dez deste mês, cada família tome um animal, um animal para cada casa. 4 Se a família for pequena para um animal, então ela se juntará com o vizinho mais próximo de sua casa. O animal deve ser macho, sem defeito, e de um ano. Vocês o escolherão entre os cordeiros ou entre os cabritos, 6 e o guardarão até o dia catorze deste mês, quando toda a assembléia de Israel o imolará ao entardecer. 7 Pegarão o sangue e o passarão sobre os dois batentes e sobre a travessa da porta, nas casas onde comerem o animal. 8 Nessa noite, comerão a carne assada no fogo e acompanhada de pão sem fermento com ervas amargas. 11 Vocês devem comê-lo assim: com cintos na cintura, sandálias nos pés e cajado na mão; vocês o comerão às pressas, porque é a páscoa de Javé. 12 Nessa noite, eu passarei pela terra do Egito, matarei todos os primogênitos egípcios, desde os homens até os animais. 14 Esse dia será para vocês um memorial, pois nele celebrarão uma festa de Javé. Vocês o celebrarão como um rito permanente, de geração em geração.
15 Durante sete dias, vocês comerão pães sem fermento. 16 No primeiro dia vocês farão uma assembléia sagrada. E, no sétimo dia, outra assembléia sagrada. 17 Vocês observarão a festa dos Pães sem fermento, porque nesse mesmo dia eu fiz os exércitos de vocês sair do Egito. Vocês observarão esse dia como rito permanente, de geração em geração. 18 No dia catorze do primeiro mês, à tarde, vocês comerão pães sem fermento, até a tarde do dia vinte e um desse mês. (...) Quando seus filhos perguntarem: ‘Que rito é este?’ 27 vocês responderão: ‘É o sacrifício da Páscoa de Javé’. (Êxodo 12,1-27)
4.A Páscoa do Antigo Testamento é a “passagem” de Deus no meio do seu povo, libertando o povo da escravidão do Egito. O povo de Deus celebrava esta passagem de geração em geração, na festa da Páscoa, através do sacrifício do cordeiro e dos pães sem fermento.
A celebração da nossa Páscoa é instituída por Jesus. Jesus pega o pão da ceia da páscoa e o dá aos seus amigos, dizendo: “isto é o meu corpo que é dado por vós”. Com o vinho da refeição, Jesus dá o seu sangue: “este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados”. Jesus substitui a antiga Páscoa pela Nova Páscoa, onde Ele mesmo Jesus assume o lugar do “cordeiro pascal” na páscoa da “nova e eterna aliança” que celebramos. Pela entrega de Jesus, Deus passa em nossa vida e nos liberta. Celebramos a Páscoa como “memorial”. Tornamos presente, sempre, a passagem libertadora de Deus, a libertação do pecado e da morte que Jesus realizou morrendo e ressuscitando.
5.Vemos estes textos do Êxodo: são cheios de força, de ação, de passagem, de saída, de decisão, de transformação, de libertação. O povo guarda tudo como memória libertadora, tornando sempre presente pela celebração a ação libertadora que continua: Deus é aquele que é, “EU SOU”, na história do povo, na vida do povo, sempre.
Procure viver a Páscoa neste contexto de “opressão-libertação”.
Perceba seu próprio processo de libertação, sua opressão e necessidade de libertação:
6.Perceba nossa sociedade. Sublinhe o que você acha mais significativo no texto:
Vivemos num mundo inteligentemente dominado por um poder político, científico, técnico, econômico, financeiro, cultural e ideológico, apoiado por um poderoso sistema de comunicação globalizador, mundo onde as relações de dependência se acentuam e onde os países dependentes têm cada vez menos importância nas decisões. Esta inteligência dominadora é uma inteligência cega, porque voltada para a dominação e exploração, caracterizada pelo não reconhecimento do outro como sujeito constituído de dignidade; inteligência cega que coloca tanta tecnologia e conhecimento contra a vida, produzindo excluídos cada vez em maior número, centrada na indústria da guerra; inteligência cega, pois tem como meta a dominação econômica e política, não se importando com os problemas que destroem a Humanidade e a Criação. É uma inteligência que gera o vazio e a desumanização; os dominadores têm como sentido o consumismo, o individualismo, o poder, o lucro e o prazer da satisfação imediata das suas necessidades. Vivemos num mundo com riqueza suficiente de conhecimentos e meios capazes de solucionar tantos problemas da Humanidade. Falta a riqueza da solidariedade, da fraternidade e da busca da libertação. Tantas e tantas iniciativas e ações de riqueza moral, política, social e religiosa, ficam abafadas debaixo do poder dominante.
A corrupção da vida pública e a falta de sentido do bem comum, aumentam a fragilidade do sistema de governação. Através dos meios de comunicação social globaliza-se a cultura das drogas, da violência, da exploração sexual, do individualismo, do consumismo, do prazer imediato, do vazio dos valores morais, esquecendo-se os anseios profundos do coração humano humanizado.
Estas situações tornam urgente a Palavra “eis que faço novas todas as coisas”. A vida ferve nas camadas jovens e empobrecidas, se garante no compromisso das mulheres, na Igreja missionária, e permanece no trabalho de organização de comunidades e grupos, que buscam a solidariedade e a sociedade igual e fraterna.
7.O que é celebrar a Páscoa dentro desta realidade da sociedade e da sua própria realidade pessoal?
Pe. José Luís, CSh