Quaresma

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QUARESMA


A Quaresma é essencialmente um tempo de conversão, de mudança; de buscar interioridade; de restabelecer relações; de reassumirmos a nossa identidade de batizados que nos faz seguir as pegadas de Jesus como continuadores de sua missão. Mas, na  Quaresma nos sentimos especialmente desafiados a sermos santos, como Deus é santo. É por tudo isto que a liturgia quaresmal faz uma referência constante ao catecumenato (preparação para o batismo) que terá sua expressão mais forte na Vigília Pascal, uma celebração eminentemente batismal.
É condição do cristão ‘pôr-se a caminho’, pois o caminho é também lugar de encontro: encontro com o Senhor, fonte de vida, mas também encontro com os irmãos, quais companheiros de jornada com quem se partilha o pão e a vida, e destinatários da atenção e cuidado fraternos: “Nisto, mostrareis que sois meus discípulos: se vos amardes como eu vos amo”.


Três atitudes serão imprescindíveis neste caminho, tomadas por Jesus da espiritualidade judaica: 


Oração: é a atitude da comunhão profunda com o Senhor, da escuta, de aferir as minhas perpectivas com a vontade de Deus. Uma oração talvez menos efusiva e mais contemplativa: “Quando orares, entra no teu quarto e ora a teu Pai no silêncio. E teu Pai, que vê no silêncio, te dará a recompensa.” (Mt 6, 7)


Jejum: para preparar o coração, moderar os instintos, centrar na essência, abrir à ação de Deus. É o convite à sobriedade. O jejum de alimentos nos abre a porta para o jejum dos rancores, das raivas, das futilidades, das palavras ociosas, da maledicência... mas também da indiferença e do descaso em relação ao sofrimento alheio. Mais que exterior, deve ser uma atitude do coração: “Quando jejuares, perfuma tua cabeça e lava teu rosto para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai que está em segredo” (Mt 6,17)


Caridade solidária, fruto do jejum e da renúncia: o Jejum por si só, pode não passar de estética, como a renúncia, por si só, não passa de devaneio... Mas se, com minha renúncia e o meu jejum me dispuser a ajudar os mais desfavorecidos, então isso será fruto da caridade. A caridade é o amor de Deus presente em mim, que me faz realizar as ações de Deus. Mas isso não pode limitar-se a atos isolados, para fora: precisa gerar em mim um novo estilo de vida marcado, talvez, pela simplicidade, pela sobriedade, pelo não ao consumismo... e isso rverterá numa vida bem mais saudável... Diz Jesus: “Quando deres esmola, não mandes tocar trombeta diante de ti... não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, de modo que a tua esmola fique em segredo. E teu Pai, que vê o que está em segredo, te retribuirá” (Mt 6, 2-4)


Pe. Vítor, CSh

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